• O pé humano é composto de 28 ossos assim distribuídos: 7 ossos do tarso, 5 ossos do metatarso, 14 falanges e 2 ossos sesamoides do hállux. Os ossos do pé são mantidos unidos através dos ligamentos, que se totalizam em mais de uma centena, formando as articulações. No pé, as articulações são em número de 32: articulação superior do tornozelo, 3 articulações subtalares, 8 articulações na região do tarso, 5 articulações tarsometatarsianas, 5 articulações metatarsofalangeanas, 9 articulações interfalangeanas e 2 articulações sesamoideas.

    O tornozelo é uma articulação formada pela tíbia, talus e fíbula, que formam um complexo que pode ser subdividido em 3 segmentos: face medial, face lateral e articulação tibiotársica superior.

    O tornozelo é mantido através de um complexo ligamentar lateral formado por 5 ligamentos, o ligamento medial deltoide, que é dividido em profundo e superficial, por sua vez é composto pelo segmento anterior, medial e posterior, além do complexo da sindesmose, que é formado por 3 ligamentos.

    Os movimentos do pé são realizados pelos músculos. Os músculos podem ser extrínsecos e intrínsecos. Os músculos extrínsecos são os que têm origem abaixo do joelho e inserção no pé, e realizam os movimentos do tornozelo como a dorsiflexão, a flexão plantar, a inversão e a eversão, além de atuarem na movimentação dos dedos. Os músculos intrínsecos são representados pelos que se originam abaixo da articulação do tornozelo, podendo situar-se no dorso ou na planta do pé, estes músculos auxiliam na realização da movimentação dos dedos.

  • Os nervos tibial e fibular que vão da perna ao pé inervam os músculos que realizam os movimentos do tornozelo e dos dedos.

    O nervo tibial logo na altura do tornozelo emite ramos que são responsáveis pela sensibilidade da região do calcâneo além ramos que inervam pequenos músculos do pé, dividi-se, então, em nervo plantar medial e plantar lateral.

    O nervo plantar medial inerva a pele da planta do pé e os músculos adjacentes ao hállux. O nervo plantar lateral inerva a pele e os músculos dos outros quatro dedos do pé.

    O nervo fibular controla os músculos dorsiflexores do pé e tornozelo e nesta região se divide em nervo fibular superficial e nervo fibular profundo e é responsável pela sensibilidade da parte anterior do tornozelo além de áreas especificas do pé.

    Ramos do nervo safeno são responsáveis pela sensibilidade da pele da perna e do pé até o hállux.

    O nervo sural é sensitivo e responsável pela sensibilidade da face lateral do pé e tornozelo.
  • O sangue que irriga os pés percorre um longo trajeto através da artéria. Após suprir a região com oxigênio e nutrientes, ele volta através do complexo venoso ao coração.

    O suprimento arterial do pé é fornecido principalmente pela artéria tibial posterior e tibial anterior. A artéria tibial posterior dividi-se a nível inframaleolar em artéria plantar medial e lateral, que suprem a planta do pé e formam o arco plantar. Próximo a sua origem, a artéria tibial posterior fornece a artéria fibular, que irriga os músculos do compartimento lateral da perna. A artéria tibial anterior irriga os músculos anteriores da perna, passa em frente ao tornozelo e termina no dorso do pé como artéria dorsal do pé ou pediosa. Ramos desta artéria irrigam o dorso do pé e se anastomosam com o arco plantar, na planta do pé. Através do arco plantar há uma intercomunicação entre estas três artérias, formando as artérias metatársicas e posteriormente as digitais, que são responsáveis pela irrigação anterior do ante-pé e dos pododáctilos (dedos).

    O retorno venoso é feito pelas veias digitais dorsais e plantares, posteriormente seguem como veias metatársicas que confluem para formar os arcos venosos. Na planta do pé formam as veias plantares mediais e laterais, posteriormente seguem como veias tibiais posteriores. No dorso do pé formam as veias safena magna e parva e veias tibiais anteriores.



PRINCIPAIS DOENÇAS, CIRURGIAS E TRATAMENTOS:


  • Entesopatia insercional do tendão calcâneo

    Também conhecido como tendão de Aquiles, a entesopatia insercional do tendão calcâneo é uma alteração degenerativa que ocorre no ponto de inserção do tendão junto ao osso calcâneo. O processo inicialmente se dá como uma simples inflamação que, à medida que se torna crônica, pode desencadear alterações degenerativas no local. Esse processo pode gerar lesões dentro do tendão em si ou na junção entre ele e o osso, apresentando “esporão” posterior no calcâneo. O principal sintoma é dor na região posterior do osso calcâneo. Essa dor pode vir associada ao aumento de volume local e dificuldade de andar, principalmente após longo período sem pisar no chão. O tratamento varia de acordo com o grau da doença, que vai desde a colocação de gelo, medicações e fisioterapia, até a necessidade da cirurgia para remoção do “esporão”.
  • Fascite plantar

  • Lesão do tendão de Aquiles (calcâneo)

  • Lesão do tendão fibular

  • Lesão ligamentar do tornozelo

  • Fraturas do tornozelo

  • Metatarsalgia

  • Cirurgia minimamente invasiva do pé (cirurgia percutânea)

  • Pé plano ("pé chato")

  • Artroscopia do tornozelo, pé e tendões

  • Deformidades do pé

  • Joanete ou Hállux Valgus